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No passado dia 10 rumei até à capital da Europa, Bruxelas, para um fim-de-semana prolongado. Juntamente com a minha companheira de aventuras, a minha mais que tudo, a minha BF, embarcámos numa aventura de 3 dias e meio por terras belgas e agora vou contar-vos um pouco como foi.

Bruxelas

Chegada

Chegámos ao aeroporto de Bruxelas - Zaventem - com 30 minutos de atraso, o que nos transtornou um pouco os planos mas nada que não se resolvesse. O aeroporto fica a 12km (+/-) de Bruxelas e é bastante simples chegar ao centro da cidade em pouco tempo. Existe um terminal de autocarros no piso 0 e uma estação de comboios no piso -1, assim como táxis também no piso 0. É fácil encontrar o acesso aos transportes, apesar de termos de andar bastante dentro do aeroporto. Nós optámos pelo comboio, por ser mais rápido, para quem prefere chegar rápido à cidade é a melhor opção. Os comboios têm como destino as principais estações e o bilhete custa cerca de 8€ independentemente do destino (Gare de Nord, Central ou Midi), os comboios partem de 15 em 15 minutos +/-.

Estadia

Para a estadia optámos por um apartamento através do Airbnb. Os preços praticados são ótimos e podemos desfrutar do conforto e do acolhimento de uma casa, viver a experiência de conviver com alguém que vive na cidade e partilhar o seu espaço. Ficámos alojadas num apartamento super acolhedor, propriedade do Stefaan, situado na zona norte da cidade, Laeken. O Stefaan recebeu-nos muito bem, colocou-se a nossa disposição e inclusive foi-nos buscar à Gare de Nord de carro (verdadeiro gentleman). Estávamos um pouco afastadas do centro mas facilmente nos deslocávamos e em pouco mais de 10 minutos estávamos na Grand Place, usando o metro.

Metro

Para ser sincera, não gostei do metro. Apesar de ter poucas linhas e de estas não se estenderem por toda a cidade, portanto não seria suposto ser complicado, a verdade é que o primeiro impacto é de uma confusão gigante. É super confuso. As linhas cruzam-se entre si e fazem o mesmo percurso ao longo de várias estações. Uma dica que vos dou é, estudar muito bem o mapa do metro antes e ter a máxima atenção aos cruzamentos entre as linhas. Na mesma linha passam dois metros diferentes e para saber qual vai passar e qual é o que queremos apanhar temos de ver as placas informativas e ver onde a luz de acende. 

Claro que no inicio nos baralhámos imenso e nos enganámos algumas vezes, mas no segundo dia já estávamos à vontade.

Na linha 6 (azul) as carruagens são velhas e muito sujas - detestei - e para abrir as portas temos de usar o manipulo porque só o fecho é que é automático.

O metro é de facto a forma mais fácil de chegarmos onde queremos, mais bem sinalizada, mas se conseguirem utilizem os tram ao máximo. 

Turistar pela cidade

Três dias e meio não é muito tempo para visitar uma cidade, ainda mais se esse tempo tiver de ser dividido por duas. O nosso roteiro tinha como destino Bruxelas mas quisemos também visitar Bruges e escolhemos o sábado para o fazer.

Por Bruxelas, visitámos a maioria dos locais mais turísticos e acabámos também por descobrir alguns espaços bem interessantes. A cidade é pequena e o tempo que disponhamos foi bem aproveitado e suficiente.

O primeiro local que visitámos, já ao final da tarde, foi obrigatoriamente a Grand Place (Grote Markt). Esta praça é o coração de Bruxelas e é considerada a praça mais bela do mundo, nela encontramos o King's Palace e a Town Hall entre outros edifícios datados do séc. XVII. Tê-la visitado pela primeira vez ao pôr-do-sol e com a iluminação de rua a ser ligada pouco depois foi fantástico, a luz de final de dia a incidir nos edifícios finamente decorados com dourados é deslumbrante. Sentimo-nos pequeninos no meio da praça rodeados pelos prédios e pela enorme torre. Podemos encontrar aqui os melhores restaurantes, lojas de chocolates, o Hard Rock Café Brussels, o Museu da Cerveja e também a (uma das) Starbucks. Opções não faltam. As ruas circundantes à praça levam-nos a descobrir alguns icons da cidade como o famoso Manneken Pis e as Comic Book Walls. Les Galeries Royales Saint-Hubert são um local de passagem também obrigatório, pelo simbolismo.

Bem perto da Grand Place encontramos o Mont des Arts que nos conduz até a Rue Ravenstein onde podemos encontrar inúmeros museus como o Magritte, o Museu dos Instrumentos Musicais, o Museu das Belas Artes entre muitos outros e também o Royal Palace of Bruxelles.

Se continuarem nessa rota vão chegar à Rue de la Régence que vos conduzirá ao Grand Sablon. Na Place du Grand Sablon encontram diversas lojas, restaurantes e a Igreja de Nossa Senhora do Sablon.

Para quem gosta de fazer compras não podem deixar de visitar a Avenue Louise, mas não façam como nós, não a visitem ao domingo. Não fazíamos ideia e demos de caras com as lojas todas encerradas. 

Para quem tem uma carteira à altura a Boulevard de Waterloo é o local. Chanel, Cartier e Louis Vuitton são alguns dos nomes que por lá se encontram.

Se estiverem nesta zona sigam a Rue des Quatre Bras, passem pelo Palácio da Justiça e irão encontrar uma das vistas mais bonitas sobre a cidade junto ao Monument à la Gloire de l'Infanterie Belge. 

Obrigatório, Parc du Cinquentenaire.

Se quiserem aventurar-se e caminhar bastante, o Parc de Laeken é um boa opção, aí encontra-se o monumento a Leopold I, as Estufas Reais... 

A alguns metros avistamos um dos mais famosos monumentos de Bruxelas, o Atomium

Como já mencionei, Bruxelas é uma cidade relativamente pequena e ao andarmos um pouco a pé, ao visitar um local acabamos por descobrir outro, continuamos a andar e quando damos por isso estamos no local A ou B (se é que me faço entender). E partindo à aventura neste sentido, de ir andando e descobrindo, encontramos locais interessantes desconhecidos (para nós) e é essa a magia de uma viagem, de descobrir uma cidade. Há sempre algo a descobrir.

Recomendo

Maison Dandoy. As melhores waffles da cidade (minha opinião). Na Rue Charles Buls (perto do Manneken Pis) existe a Tea Room onde encontram waffles, café, chá, gelados... Na Rue ao Beurre (Grand Place) é a Maison propriamente dita, com uma fachada lindíssima e recheada das melhores bolachas belgas. Não podem deixar de provar uma bolacha típica belga chamada spéculoos. Divinal.

Le Comptoir de Mathilde. A loja de chocolate mais TOP de todas, pode não ser a que tem o chocolate de melhor qualidade, pode não ser a mais gourmet mas é para mim a melhor loja de Bruxelas. O espaço em si é giro mas giro, o cheiro a chocolate é maravilhoso e os produtos são de babar... O chocolate quente é obrigatório provar. E vão por mim, vão querer provar e trazer convosco o creme para barrar feito com a bolacha spéculoos. Infelizmente cometi a asneira de meter na mala (levei apenas bagagem de mão) o pote que comprei e foi-me confiscado no aeroporto.

Pierre Marcolini. Se gostam não só de chocolate mas também de macarons, este é um dos locais a não perder. Porque não há só a Ladurée no que diz respeito a macarons. Visitem a loja das Galerias Saint-Hubert (o empregado é bem giro ahah).

La Brouette. Este restaurante situado na Grand Place, mesmo ao lado da Starbucks, é uma excelente escolha se quiserem provar a gastronomia belga. Os mexilhões são um clássico, eu não gosto mas a minha BF provou e aprovou. A minha escolha recaiu sobre um Flamish beef stew que adorei, com um molho de cerveja muito bom e acompanhado obviamente pelas belgian fries - vão comer muitas belgian fries -. O restaurante é muito bonito, muito acolhedor, no inverno é otimo porque tem lareira no meio da sala, os empregados foram cinco estrelas e a comida deliciosa. Preços? Muito acessíveis.

Café Capitale. Esta coffee shop foi uma descoberta inesperada. Numa manhã de domingo bastante fria, ao percorrer algumas ruas em busca das famosas pinturas esbarramos com este espaço, alternativo, trendy, giríssimo e muito cosy. Um café vinha mesmo a calhar, entrámos, vimos e gostámos. Existem três em toda a cidade. 

Chaff. Situado na Place Jeu de Balle, este bistro, resto e bar tem uma atmosfera muito cool quer queiram almoçar, tomar um brunch de domingo ou simplesmente beber um café ou uma cerveja. E se estiver sol a esplanada é otima. Aviso: Ao domingo realiza-se uma feira da ladra na praça e há imensa gente na rua por isso se quiserem passar por lá e apanhar mesa vão cedo.

Pin Pon. Em frente ao Chaff no outro lado da praça encontram o bistro Pin Pon, este espaço é um pouco mais sofisticado, mas ainda assim com o mesmo ambiente descontraído. Os preços dos pratos andam à volta dos 20€.

The Delirium Tremes Café. Se quiserem experimentar as cervejas belgas este é o espaço indicado. Situa-se no Impasse de La Fidélité (Rue des Bouchers) mesmo em frente ao famoso Jeanneke Pis.

(Eu não gosto de cerveja mas provei um pouquinho de uma e não foi desagradável de todo).

TinTin Boutique. Quer gostem ou não de B.D. a loja do Tintin é um espaço a visitar. Esta personagem é o grande icon da B.D. franco-belga e na boutique encontram desde livros, a bonecos de coleção, a t-shirts, etc... os preços são elevados por isso preparem-se para abrir os cordões à bolsa se quiserem trazer uma lembrança.

Bruges

O dia que dedicámos a Bruges foi o sábado. Apanhámos o comboio na Gare du Midi e em menos de uma hora estávamos no nosso destino. Os comboios para Bruges partem ao minuto 4 de cada hora e ao minuto 51. Ao minuto 4 o destino final é Oostende e ao minuto 51 é Knokke. Bruges é a segunda paragem, a primeira é Gent. O bilhete de ida e volta custou 15.20€ e não temos hora marcada, apanhamos o comboio que nos "der mais jeito".

Ao sair da estação não precisamos de apanhar nenhum outro transporte, seguindo em frente e percorrendo as ruas vamos dar ao centro da cidade, da parte histórica que é a zona de interesse. O encanto de Bruges está na zona histórica com os seu edifícios extremamente bem preservados, os canais que percorrem a cidade, e a sensação de que estamos no meio de uma história da Disney e a qualquer momento iremos encontrar um princesa à janela ou um príncipe a cavalo pelas ruas. 

Em Bruges percorrem-se as ruas a pé, sem mapa, sem destino especifico, apenas descobrindo um espaço aqui outro ali. Os monumentos principais estão na praça da cidade, a Grote Markt onde encontramos o Belfort que proporciona uma vista panorâmica da cidade se quiserem subir os mais de 300 degraus até ao cimo e esperar numa interminável fila.

Essencialmente o bom de Bruges é descontrair e caminhar sem direção. Relaxar e desfrutar da paisagem. Podem fazer passeios de barco nos canais, 30 minutos por 8€ ou um passeio de charrete. Restaurantes e lojas não faltam por isso é escolher o que mais agrada. Aproveitem as esplanadas com vista para os canais.

Recomendo

Choco-Story. Museu do chocolate. Mais não é preciso dizer.

2be - The Beer Wall. O nome diz tudo. Cerveja. 

Patisserie Academie. Passamos na montra e ficamos a babar. A pastelaria tem fabrico próprio, os bolos e os doces são otimos e o espaço é muito agradável. Se puderem vão para a esplanada ou peçam para levar porque o serviço na pastelaria custa 1.50€ e na esplanada 0.50€. 

Dille & Kamille. Esta loja de decor é muito, mas mesmo muito gira. Vale a pena espreitar.

Concluindo... A viagem foi curta mas soube muito bem. Viajar é renovador, para a alma para o conhecimento, para tudo e quando o fazemos com a nossa melhor amiga melhor ainda. Percalços? Claro que os houve, que piada teria se não os houvesse? Bruxelas não tem o encanto de Paris, nem a luz de Lisboa, nem o trendy de Londres, nem a movida Madrilena mas é uma cidade agradável, com as suas particularidades e acrescenta-nos sempre algo de bom. Nem que seja o chocolate (ahah)... Gostei. Se quiserem um aventura de 3 ou 4 dias é perfeitamente possível. Basta ir...

belgium.jpg

 P.S: Mais fotos aqui

 

 

 

 

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10 comentários

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De saracasticamente a 18.03.2016 às 23:18

Estive em Bruxelas em Janeiro. As linhas de metro é do mais parvo que pode existir! Passei todo o fim-de-semana a gozar com isso! ;)
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De Miss Fox a 19.03.2016 às 11:15

Alguém que me compreenda...
Aquele metro é estúpido. Eu passei os dias todos a dizer "o nosso metro é tão melhor"
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De saracasticamente a 19.03.2016 às 11:48

A linha azul é aquela que é um quadrado que não é fechado, não é?!
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De Miss Fox a 19.03.2016 às 12:07

Sim. E que faz o caminho inverso também.. no último dia sem darmos conta fizemos a caminho inverso. Via Rogier, que não fazíamos ideia que aquilo existia... Um stress
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De saracasticamente a 19.03.2016 às 12:09

Essa linha é qualquer coisa de muito parvo! :) Mas o que me fazia mais confusão era as linhas não ligarem entre si e teres de apanhar determinadas linhas em estações específicas!
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De Miss Fox a 19.03.2016 às 12:36

E fazerem o mesmo percurso durante várias estações. E cruzarem-se as 4 na mesma estação...
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De Tea a 18.03.2016 às 23:24

Também já tive em Bruxelas e Bruges e gostei imenso. Mas se fosse novamente levaria em conta os teus "recomendo". Acho que umas das coisas que dá piada a uma viagem é conhecer as pessoas, um pouco da gastronomia, cafés, restaurantes e pastelarias mais giros e com arquitetura interessante. A gula a falar, já.
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De Miss Fox a 19.03.2016 às 11:22

Eu gosto de descobrir sítios giros assim quando andamos só por andar... Levo um roteiro minimamente delineado e depois vamos "andando".
Também gostei, apesar de ter ficado surpeendida epla negativa com algumas coisas... mas numa viagem há os dois lados da moeda.
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De Jess a 19.03.2016 às 21:59

Estive em Bruxelas no ano passado, e apesar do feedback não muito positivo de algumas pessoas, acabei por gostar bastante da cidade! Só fui 2 dias e ficamos alojados no centro da cidade, também num apartamento. A Grand Place é sem dúvida linda, e há noite ainda mais! Também visitamos o Parc du Cinquentenaire, o qual possui um museu do exército espectacular, completamente gratuito.
Bruges, era uma cidade que queríamos ter visitado mas que acabamos por não ter tempo!
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De Miss Fox a 19.03.2016 às 22:10

Também gostei. Não é uma cidade que deslumbre mas é "porreira".
Nós excluímos os museus do roteiro porque não iríamos ter muito tempo e os preços são elevados, tentámos fazer o que fosse gratuito.
Bruges é muito giro... sentimos dentro de uma história da Disney ou num cenário de filme. Queríamos ter também visitado Gent mas o tempo não deu... fica para uma próxima tal como Antuérpia.

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